
Em tempos de excesso de informação e feeds lotados de conteúdo, conquistar a atenção do consumidor se tornou uma verdadeira disputa. Diante disso, marcas que antes apostavam em campanhas refinadas e estéticas impecáveis agora investem no inesperado, no estranho e, muitas vezes, no incômodo. A provocação passou a ser usada como estratégia de branding, transformando o desconforto em ferramenta de engajamento. O objetivo? Romper a lógica da previsibilidade e garantir que a marca seja comentada, compartilhada e lembrada.
A Skims, marca de Kim Kardashian, é um exemplo emblemático desse movimento. Recentemente, a empresa lançou um sutiã com um piercing metálico no centro, que dividiu opiniões e viralizou nas redes sociais. Mais do que gerar buzz, o item se transformou em um símbolo de status. Afinal, o desejo estava realmente na peça ou no que ela representa dentro da cultura pop e da estética aspiracional promovida por Kim? Quando marcas desse porte lançam produtos controversos, o consumo deixa de ser apenas racional e se torna um gesto de pertencimento, capaz de reforçar identidade, estilo e influência social.
Outro caso notável é o da Balenciaga, que causou polêmica ao divulgar imagens de um tênis com aparência completamente destruída como parte de uma nova coleção. As fotos, que pareciam ilustrar abandono e degradação, contrastavam com o valor elevado do produto e com o verdadeiro modelo à venda, bem mais sutil. Ainda assim, a campanha cumpriu seu papel: gerou debate, memes, matérias e, no fim das contas, vendas. O tênis virou um símbolo de ruptura estética e de quem consome o “anti-luxo”, provocando o mercado ao questionar o que é, de fato, desejável no consumo de moda.
Esses exemplos revelam uma nova lógica no marketing contemporâneo: não basta comunicar, é preciso provocar. Porém, em meio a tantas estratégias ousadas, surge a necessidade de reflexão. Até onde vale ir para ser lembrado? E como garantir que a provocação esteja alinhada a um propósito verdadeiro, e não seja apenas barulho? No fim, marcas que desafiam padrões ganham protagonismo, mas só permanecem relevantes aquelas que, mesmo ousando, conseguem construir conexões reais com seu público.
Texto por: Vitória Queirós.
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