LeBron Raymone James, atual ala do time norte-americano Los Angeles Lakers, é considerado um dos maiores jogadores de basquetebol de todos os tempos e ocupa a primeira posição na lista divulgada pela ESPN em 2020. Ainda no High School (colegial), LeBron foi muito disputado por grandes marcas como Reebok, Adidas e Nike, e optou por fechar contrato com a última por aproximadamente US$ 90 milhões. Doze anos após o ocorrido, a Nike decidiu reafirmar o contrato com o atleta, de modo a promovê-lo com o maior contrato da história da marca, um acordo vitalício avaliado em mais de R$ 1 bilhão.
Visto isso, em julho deste ano, James participou da Drew League, torneio de verão em Los Angeles, onde estrelas da NBA se apresentam para permanecerem ativas. Porém, apesar de ter sido patrocinado pela Nike por muitos anos, atualmente o evento tem como empresa parceira a Adidas, concorrente direta da anterior. Por esse motivo, durante o campeonato, LeBron James cobriu o símbolo da patrocinadora do evento e usou uma camisa com o logo bem visível da companhia que o apoia.
Vale relembrar que já aconteceram situações similares a essa no universo do basquete, como o ocorrido com o famoso jogador Michael Jordan na premiação dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Durante a cerimônia, todos os membros de seu time usaram o uniforme da Reebok, porém, o esportista também era patrocinado pela empresa Nike e, por isso, ao receber a medalha, cobriu o logo da concorrente com uma bandeira dos Estados Unidos. Apesar da atitude polêmica, o episódio impactou positivamente as duas multinacionais, o que proporcionou maior popularidade a tais na época do evento.
Sob essa perspectiva, apesar da ação de LeBron James abrir margem para interpretações diversas, o fato, assim como o ocorrido com Jordan, gerou um engajamento positivo para ambas as marcas. Isso porque a busca pela notícia causou grande visibilidade para as empresas esportivas, fator que as posicionou como um dos assuntos mais comentados do último mês, de modo a promover a manutenção da chamada economia da atenção, que entende a captação dos olhares do público como mercadoria.
Texto por: Letícia Romani





