No dia 13 de fevereiro, ocorreu a 56º edição do Super Bowl, que corresponde à final da NFL, principal campeonato de Futebol Americano dos EUA. Embora o principal intuito do evento seja transmitir o jogo e causar entretenimento para seus telespectadores, outro grande embate está acontecendo no momento, sendo esse a batalha entre as marcas pela atenção do público. O confronto se dá pela grande exposição de peças publicitárias, principalmente durante o intervalo do jogo, fazendo com que o Super Bowl seja considerado o maior evento midiático do país. Com isso, de acordo com a NFR, associação de varejo dos Estados Unidos, 36% dos telespectadores do evento aguardam especialmente pelas propagandas e pelo show musical no intervalo.
Nesse ano, o campeonato contou com diversos anunciantes, e não apenas do mercado esportivo, justamente pelo Super Bowl ser uma plataforma de grande alcance. A partir disso, diversas empresas, como Lay’s, Chevrolet, Toyota, Uber Eats, Marvel, Netflix e Sam’s Club, exibiram seus mais variados anúncios, desde trailers de filmes até comerciais de carros eletrônicos.
O show durante o intervalo também gerou muito engajamento, tanto para o Spotify, quanto para os artistas convidados para cantar no espetáculo: Dr. Dre, Snoop Dogg, Eminem, Kendrick Lamar, Mary J. Blige, 50 Cent e Anderson .Paak. Tal engajamento se comprova de forma que, após a apresentação dos artistas, houve um aumento de aproximadamente 250% de acessos em suas músicas na plataforma patrocinadora.
Além disso, a magnitude midiática do evento não se limitou apenas aos Estados Unidos, sendo evidente o crescimento do interesse do público brasileiro pelo esporte estadunidense. Com isso, a NFL Brasil realizou uma programação com diversas lives, as quais contavam com personalidades famosas, como o streamer Casemiro e o cantor Zé Felipe.
Ademais, a Magazine Luiza, em parceria com a Netshoes, percebeu esse crescimento e promoveu a campanha “Touchdown de Ofertas”, a qual consistia na seleção de 10 jogadores de ambos os times, com cada um representando uma promoção de um diferente produto esportivo. Essa ação consistiu na disponibilização de um desconto do produto correspondente a cada jogador, quando esse realizasse um touchdown na partida. Dessa forma, além de promover o consumo dos produtos da marca, o anúncio ganhou grande relevância e, consequentemente, mídia espontânea por parte dos internautas, devido a sua criatividade.
Vale ressaltar que essa explosão midiática não acontece apenas no Super Bowl, mas em diversos eventos, desde os internacionais, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, até os nacionais, como a Campus Party e RD Summit. Nesse sentido, no final desse ano ainda teremos a Copa do Mundo no Catar, outra grande oportunidade para as marcas realizarem ativações e anúncios.
Por fim, parafraseando o Princípio de Peter Parker, “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, com grandes eventos vêm grandes responsabilidades. Atualmente, a diversidade e a inclusão em anúncios publicitários é uma das maiores batalhas dentro desse meio, pelo enorme potencial que grandes eventos possuem de alcançar um vasto público, tornando-se meios essenciais para as marcas demonstrarem as mudanças na publicidade e na sociedade. Entretanto, isso não ocorreu no Super Bowl, uma vez que apenas algumas empresas veicularam propagandas de cunho inclusivo. Assim, percebe-se ainda a falta de visibilidade do assunto dentro de eventos de grande magnitude. Nesse sentido, a Copa do Mundo de 2022 é o próximo grande acontecimento, e ainda é incerto como as marcas irão reagir sobre aspectos sociais e quais serão as estratégias de marketing adotadas por elas!
Texto por: Vitor Eidi.





